'Esquadrão Suicida' estreia em Rio Branco nesta quinta-feira (4)

'O bom gigante amigo' continua em cartaz na programação. Coringa de Jared Leto faz apenas participação especial no filme.


A estreia de um dos filmes mais esperados do ano ocorre nesta quinta-feira (4), no Cine Araújo, em Rio Branco. Com muita ação e uma pitada de humor, em "Esquadrão Suicida", o governo americano reúne uma equipe com os mais perigosos vilões que estão presos para mandá-los em uma missão com o intuito de defender uma enigmática e indestrutível entidade que ameaça o país.
A oficial de inteligência norte-americana Amanda Waller, interpretada pela atriz Viola Davis, determina que apenas um grupo secretamente convocado de indivíduos sem nada a perder pode realizar o serviço. Porém, quando eles percebem que a missão é suicida, surge a grande questão: eles vão morrer tentando ou vão se separar e tentar sobreviver por conta própria?
Veja a programação completa:
Esquadrão Suicida
Dublado 3D - 15h, 15h30, 17h30, 18h, 20h, 20h30
Legendado - 21h45
Dublado - 14h15, 16h45, 19h15 e 21h15;
O Bom Gigante Amigo
Dublado - 13h15;
A era do gelo: O big bang
Dublado - 17h;
A Lenda de Tarzan
Dublado - 14h45 e 19h;
Carrossel 2
Nacional - 13h;
Procurando Dory
Dublado - 13h.

Mostra nacional tem 'Os Penetras' e 'Entre Nós' na Filmoteca Acreana

Exibições começam nesta segunda (8) e vai até sexta-feira (12).
Confira também a programação infantil, entrada é gratuita.



A Filmoteca Acreana exibe, a partir desta segunda-feira (8), uma seleção de filmes nacionais. As sessões ocorrem a partir das 19h, com entrada franca e se estendem até a sexta-feira (12). Além disso, seis produções infantis são apresentadas nos horários de 10h e 15h.
Os interessados devem procurar a filmoteca, que funciona anexo à Biblioteca Pública, localizada na Avenida Getúlio Vargas, 389, no Centro de Rio Branco. Confira programação completa das exibições:
Era Uma Vez - Segunda-feira (8), às 19h;
Menos que Nada - terça-feira (9), às 19h;
360 - Quarta-feira (10), às 19h;
Os Penetras - Quinta-feira (11), às 19h;
Entre Nós - Sexta-feira (12), às 19h.
Veja também a programação infantil:
Meu Monstro De Estimação - Segunda-feira (8), às 15h;
Viagem Ao Centro Da Terra – O Filme - Terça-feira (9), às 15h;
A Princesa e O Sapo - Quarta-feira (10), às 15h;
Como Treinar O Seu Dragão - Quinta-feira (11), às 15h;
Minions - Sexta-feira (12), às 15h;
Harry Potter E O Enigma Do Príncipe  - Sábado (13), às 16h.

'Meu amigo, o Dragão': Robert Redford diz que voltou à infância em novo filme

Novo filme da Disney mistura computação gráfica com atores reais.
Ator de 79 anos fala sobre refilmagem; estreia no Brasil é em 29 de setembro.



Robert Redford retoma seu amor de infância por histórias de fantasia em "Meu Amigo, o Dragão", novo filme da Disney sobre um órfão que mora em uma floresta e sua amizade com a criatura do título. A estreia no Brasil acontece em 29 de setembro de 2016.
A aventura é uma refilmagem de uma produção de 1977 de mesmo nome, mas a nova fantasia tem uma versão realista do dragão de pele verde chamado Elliot criada por computação gráfica.
Redford, de 79 anos, conhecido por filmes como "Butch Cassidy" e "Entre Dois Amores", interpreta Meacham, pai da guarda florestal Grace (Bryce Dallas Howard) e a única outra pessoa além de Pete (Oakes Fegley) que encontra o dragão.
Robert Redford conversou com a agência Reuters sobre o filme. Leia abaixo:
Você é visto como uma espécie de patrono do cinema independente, então o que o fez decidir entrar nesta?
Esta era uma chance de voltar à minha própria experiência de infância e lembrar de quando eu era menino... eu amava histórias que tinham mágica. Depois você deixa isso para trás conforme envelhece e sente falta. Então esta era uma chance de interpretar um papel em um filme que me permitiu voltar àquela época.
Como você imaginou o dragão? Alguém deu alguma dica?
Não, você realmente tinha que imaginar o dragão, porque tudo que você tinha quando estava trabalhando era um mastro com uma bola de tênis no topo, e isso era o dragão... você tinha que imaginar a aparência do dragão, porque ele ainda não tinha sido desenvolvido.
O que você acha que este filme diz sobre o meio ambiente?
Se continuarmos cortando árvores, se continuarmos cortando coisas e retirando as coisas, muito em breve não haverá mais nada para se retirar. Não haverá planeta... acho que o filme ilustra o valor de algo como uma floresta, a maneira como a estória é contada valoriza algo como um animal na floresta que ninguém acredita existir. Acho que essas coisas são muito importantes hoje em dia porque nos tornamos bastante cínicos.
Então o quanto você diria que vive a vida de alguém que mantém os olhos bem abertos?
Meus olhos sempre estão abertos. Estou sempre procurando o que está além ou atrás do que estou olhando, e também amo usar minha imaginação. Exercito isso porque contar histórias diz respeito a isso. Amo contar histórias porque acho que somos moldados por elas.

'A Conexão Francesa' aborda guerra contra tráfico e tem Jean Dujardin

Drama policial é sobre o tráfico em Marselha na década de 1970.
Filme baseado em história real se perde em pirotecnias e ambientação.



Como se faria um filme à la Martin Scorsese genérico em francês? Uma das possibilidades é “A Conexão Francesa”, drama policial sobre o tráfico em Marselha na década de 1970, dirigido por Cédric Jimenez. Jean Dujardin e Gilles Lellouche estão em lados opostos da lei. O primeiro é um sério juiz, enquanto o segundo, o rei do tráfico.
Baseado numa história real, até hoje não muito clara, o filme mostra o que aconteceu no outro lado do Atlântico numa investigação que já foi retratada em “Operação França”, de William Friedkin.
A ideia é até boa, mas o diretor – que assina o roteiro com Audrey Diwan – não consegue dar profundidade aos personagens e seus motivos, interessando-se demais por pirotecnias e ambientação.
O juiz Pierre Michel (Dujardin) começa trabalhando na vara de menores da região, quando, por sua competência, é escalado para o departamento que investigará o tráfico que tomou as ruas de Marselha. Ele já viu muitos jovens se perderem com as drogas – o suficiente para fazer dele o juiz ideal para este combate.
Ao chegar, encontra um sistema corrupto e dificuldades por todos os lados. O filme também enfatiza seu lado homem de família, casado com Jacqueline (Céline Sallette, subaproveitada) e pai de duas crianças. Ao mesmo tempo, seu rival, Zampa (Lellouche) também é um pai de família. A partir daí, insiste-se em traçar paralelos entre os dois personagens.
Incapaz de resolver as limitações dramáticas de seu filme, Jimenez leva a narrativa aos solavancos dos embates entre os dois lados da lei, sem muito brilho. Montagens genéricas mostram o crescente poder de Zampa, apesar dos esforços de Michel. A chegada da década de 1980 e a eleição de François Mitterand dão uma guinada na trama, mas não o suficiente para tirar o filme do purgatório onde ele foi deixado com sua banalidade.
O diretor embala a história de perseguições, traições e corrupção com a cultura disco da virada dos anos de 1970 para 1980, dando um óbvio ar de “déjà vu” a praticamente tudo sobre o assunto e a época. Esse é exatamente o grande problema de “A Conexão Francesa”: já vimos tudo isso, e melhor.

'Amor e Amizade' sublinha o cinismo cômico da obra de Jane Austen

Kate Beckinsale e Chloë Sevigny estão na trama adaptada de 'Lady Susan'.
Filme é comédia e consegue retratar jogos de interesse, poder e cinismo.



Ao adaptar o romance póstumo de Jane Austen, “Lady Susan”, de 1871, o cineasta norte-americano Whit Stillman tem duas vantagens: a do tempo e da sua origem. Primeiro, os quase 150 anos que separam o original do filme “Amor e Amizade” fizeram aflorar o cinismo presente na obra da escritora – muitas vezes ignorado –, e o fato de o diretor ser americano aguça essa leitura da aristocracia pré-industrial inglesa.
Em sua obra, Stillman, que chegou a ser indicado ao Oscar em 1991 pelo roteiro de “Metropolitan”, sempre falou das convenções de uma classe alta que dão forma à sociedade, especialmente em períodos de transformação.
Isso fica muito claro em sua obra-prima, “Os Últimos Dias da Disco”, cujo título explicita o momento – a virada dos anos de 1970 para os 1980, quando a transformação do gosto musical reflete um novo momento histórico, com a ascensão do neoliberalismo. “Amor e Amizade” é também sobre uma sociedade em transformação – como a obra de Austen. Em outras palavras: Stillman nasceu para dirigir Jane Austen.
A viúva Lady Susan Vernon (Kate Beckinsale) torna-se malvista numa sociedade rígida e reprimida quando é acusada de manter um caso com Lord Manwaring (Lochlann O'Mearáin), casado na época.
O escândalo traz consequências graves para ela – mas não para ele. Sem dinheiro ou casa, a protagonista vive de favores sustentados por certa falsidade – não apenas vinda dela. Sua filha adolescente, Frederica (Morfydd Clark), está no colégio interno, que Lady Susan, em breve, não poderá pagar. Para assegurar o futuro da garota, a mulher pretende casar-se com Sir James Martin (Tom Bennett), um rico proprietário de terras.
Enquanto isso, quando se vê sem um teto, Lady Susan abriga-se na casa do cunhado Charles Vernon (Justin Edwards) e da mulher dele, Catherine (Emma Greenwell), cujo jovem irmão, Reginald DeCourcy (Xavier Samuel), faz uma visita ao saber da chegada da protagonista. Ele logo se interessa por Lady Susan, mas a família dele acha Frederica melhor partido.
Há também Alicia Johnson (Chloë Sevigny), jovem americana, confidente de Lady Susan, mas cujo marido (Stephen Fry), um nobre inglês, a proibiu de ver sua melhor amiga por causa dos recentes escândalos, ameaçando mandar a esposa de volta para Connecticut, se ela o desobedecer.
Como os romances de Austen, aliás, é um filme sobre o dinheiro – mesmo que este nunca seja explicitamente citado. Sir James Martin, por exemplo, tem muito dinheiro e pouca cultura ou refinamento – seus comentários sobre o nome da propriedade, “Churchill”, ou a genialidade de William Cooper por ser capaz de escrever versos e poesia são ridículos. Mas, como ele é rico, ninguém ousa corrigi-lo – embora todos riam dele às escondidas.
Basicamente, trata-se de uma comédia, para a qual o termo “romântica” pode até ser aplicado por alguns. Entretanto, “Amor e Amizade” é mais cínico do que qualquer outra coisa, ao mostrar os jogos de interesse e poder, nos quais o amor tem muito pouco (ou nada) a ver.
Estão todos preocupados com suas aparências e/ou o futuro numa sociedade bastante rígida, repressora e machista. O que, ao final, faz o título soar como a maior das ironias e cinismos: não há espaço para amizade, muito menos para o amor nesse universo.

'A Viagem de Meu Pai' retrata relação de filha com pai com Alzheimer

Road movie de Philippe Le Guay é baseado em peça de teatro.
Sem melodrama, filme alimenta o clima de uma complexa relação familiar.



O título e o cartaz do filme francês “A Viagem de Meu Pai”, de Philippe Le Guay, sugerem um road movie. A expectativa que se constrói em torno dessa viagem, que tem por destino a Flórida, alimenta o clima de uma complexa e delicada relação familiar, envolvendo um pai octagenário e afetado pelo Alzheimer, Claude (Jean Rochefort) e uma filha, Carole (Sandrine Kiberlain).
Partindo de uma peça de teatro – “Le Père”, de Florian Zeller – o diretor e corroteirista Le Guay joga habilmente com as tensões geradas pela doença do pai, que é voluntarioso e implicante com todas as suas cuidadoras, evitando jogar a história toda num abismo de melodrama.
Sem escamotear o alto custo para Carole de sua recusa de internar Claude numa residência para idosos, projeta-se o relacionamento dos dois como uma troca afetuosa, ainda que sujeita a uma constante gangorra emocional.
Interpretada com sutileza e segurança pela experiente Sandrine Kiberlain, Carole é uma personagem feminina centrada e respeitável. Não é nada simples o equilíbrio que mantém à frente de um lar em que convivem, além do pai exigente de cuidados, seu filho adulto (Clément Métayer) e um novo marido (Laurent Lucas). Fora dali, coube a ela salvar o negócio familiar, assumindo-o quando a sanidade do pai declinou.
A sombra de uma irmã que há anos foi para os EUA é o elemento desagregador. Claude insiste no projeto de visitar a filha distante, constantemente dissuadido por Carole, no que parece uma reação de ciúme ou rejeição.
Há mais sobre isso do que convém comentar aqui e a maneira como este segmento se encaixa na trama é particularmente bem-sucedida para que o filme não se transforme num vale de lágrimas.
Contribui enormemente neste sentido a interpretação generosa do veterano Jean Rochefort, o ator conhecido por sucessos e cults como “O Marido da Cabeleireira” e “Caindo no Ridículo”.
Quando consegue dominar seus lapsos de memória, ele mostra seu aspecto sedutor, malandro e imaginativo ao tratar com sua nova cuidadora, a jovem Ivona (a romena Anamaria Marinca, da Palma de Ouro 2007 “4 meses, 3 semanas e 2 dias”), e em suas conversas com o neto. Estes momentos revelam algo do homem que ele foi, do qual se enxergam apenas fragmentos.

Premiado francês 'A Corte' combina drama de tribunal e romance

Caso de pai acusado de matar a filha une juiz e uma das juradas.
Ator Fabrice Luchini foi premiado no Festival de Veneza, assim como roteiro.




Michel Racine (Fabrice Luchini) é um juiz linha-dura, apelidado de “Dois dígitos”, porque suas sentenças nunca são menores do que 10 anos. Ele começaria só mais um caso em sua carreira – o de um pai acusado de matar a filha – se, entre os jurados, não estivesse uma mulher por quem foi apaixonado. Ela é a médica Ditte (Sidse Babett Knudsen).
Escrito e dirigido por Christian Vincent (“Os Sabores do Palácio”), “A Corte” é um delicado estudo sobre medos privados em lugares públicos em torno de um juiz que sofre por amor quando o júri se retira para deliberar.
Racine está em meio a uma crise – separou-se da mulher (numa participação luminosa da atriz rohmeriana Marie Rivière), mora num hotel e está com uma gripe pesadíssima, o que o obriga a usar uma série de remédios. Tudo muda quando Ditte é sorteada na corte como suplente do júri.
A grande sacada de Vincent é fazer um filme que transita entre um drama de tribunal convencional e o retrato de um romance reprimido – é praticamente uma mistura de “12 homens e uma sentença” e o clássico romântico inglês “Desencanto” filtrada pela sensibilidade francesa. O melhor é que a combinação funciona por causa de um elemento que une os dois gêneros dentro de “A Corte”: o interesse humano.
O drama de tribunal garantiria um filme em si. Jovem (Victor Pontecorvo) é acusado de chutar sua filha bebê causando sua morte, num momento em que a mãe (Candy Ming) não estava em casa. O rapaz se recusa a cooperar e, aconselhado por seus advogados, apenas repete que é inocente durante o interrogatório. É uma trama extremamente pesada que começa com um ar quase banal. E o que se torna ainda mais agravante é o fato de o filme ser narrado sob a ótica do juiz.
Nos intervalos, porém, Racine se aproxima de Ditte – “não é proibido, mas também não é aconselhável”, diz ele quando ela pergunta se não há problemas. Existe uma chama ainda de um romance truncado quando ela cuidou dele no hospital após um acidente. Ela é mais prudente do que ele, que parece não cruzar a linha do decoro apenas porque ela se esquiva.
À medida que o filme avança, a trama do julgamento ganha camadas. Novos depoimentos e evidências podem indicar reviravoltas. Já o romance, no entanto, segue contido. O quase desinteresse de Racine na história do pai que pode ter matado sua filha e seu fascínio pela jurada materializam a dissonância causada pelo homem privado se sobrepondo ao público.
Vincent encontra um equilíbrio entre as duas tramas a ponto de ambas despertarem interesse. Muito disso deve-se ao trabalho dos atores – desde a dupla central até os companheiros de Ditte no júri, que, por sua vez, criam um painel variado de tipos humanos numa França contemporânea e multicultural. Luchini foi premiado no Festival de Veneza (assim como o roteiro do filme), e a dinamarquesa Sidse, com o César de atriz coadjuvante. É graças às interpretações inspiradas deles que o filme não cai num limbo de clichês.
Por fim, o título original “L'hermine”, que se traduz como “O Arminho” refere-se à gola de pele que o juiz usa – um símbolo um tanto antiquado, mas que, como ele mesmo admite, confere-lhe uma sensação de poder. Já o título nacional, “A Corte”, retrata uma bem-sacada duplicidade presente no filme: a corte onde o julgamento acontece, mas também pode se referir ao jogo de sedução entre Racine e Ditte.